O que fará, emigrado de tudo,
aquele vulto na janela por cerrar?
A escuridão chegou serena,
varreu as bolotas do terreiro,
a fonte, a capelinha...
a aldeia é um regaço,
uma mãe velhinha.
O que fará, esse bicho prepotente,
nariz humedecido,
ligado à corrente?
Repele a gargalhada, a amizade...
habita o paraíso,
mas ditou para si a orfandade.
(Foto:Marta Monteiro)




