Debaixo do verde há brilhos perenes,
carimbos indeléveis,
que proclamam o sol como um deus.
Rente ao tronco, cor madura,
a escola dos saberes,
o cheiro da alfazema,
as noites estreladas,
os bibes coloridos,
as sacolas entrançadas com fio de sisal,
marcas de beijo,
encontros ao luar,
fontes,
vasos de manjerico,
acordes de viola,
poemas escritos nos intervalos da paixão.
Bonsai onde um pássaro imigrante poisou o ninho,
as folhas claras que lhe rebentam na copa,
são braços abertos afagando o dia que nasceu.
Helena Figueiredo
Foto : Marta Monteiro (fotografia analógica)
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