
Chamavam-na louca,
porque apanhava no regaço,
os pingos de luz caídos do telhado,
e na varanda, gritava: estou feliz!
Nessa noite,
a porta rangera, a cama gemera,
havia fumo branco na chaminé,
havia fumo branco na chaminé,
e o amante, que teimava esconder,
saíra um pouco antes do galo cantar.
Helena Figueiredo
Imagem retirada da net








2 comentários:
E o louco sou eu...
Um poema muito interessante, com uma história por dentro.
Helena, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.
huummm!... Resulta sempre!... Até o desgraçado ser descoberto!...
Ou... os pingos de Luz poderão continuar a cair... até.... bem, vai dar sempre no mesmo e mais dia menos dia deixarão de cair lá se silenciarão as camas!...
Abraço
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