quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A LOUCA















Chamavam-na louca,
porque apanhava no regaço,
os pingos de luz caídos do telhado,
e na varanda, gritava: estou feliz!

Nessa noite,
 a porta rangera, a cama gemera, 
 havia fumo branco na chaminé,
e o amante, que teimava esconder,
saíra um pouco antes do galo cantar.

Helena Figueiredo

Imagem retirada da net

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

E o louco sou eu...
Um poema muito interessante, com uma história por dentro.
Helena, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

A. disse...

huummm!... Resulta sempre!... Até o desgraçado ser descoberto!...
Ou... os pingos de Luz poderão continuar a cair... até.... bem, vai dar sempre no mesmo e mais dia menos dia deixarão de cair lá se silenciarão as camas!...




Abraço