
pede-nos o código postal. Terei de levar a mal?
Aprecio os animais, demarcando territórios
trocando olfatos, como que a dizer: estou aqui, camarada,
efusivos cumprimentos que brotam do instinto,
génese do bando, da matilha,
da cadeia hierárquica onde reina a harmonia, a proteção, o simbolo do clã.
Sim, de vez em quando buzinamos, acendemos faróis,
agradecemos um gesto fraterno saído do escuro,
mas somos reféns,
despidos de todas as manifestações relativas à palavra homem,
podem chamar-nos leprosos,
confinados que estamos a este ambiente estéril,
um léxico gasto, espalhado sobre as teclas de um computador.
Enquanto esperamos a doçura de um beijo,
aviadores, os sonhos, são fumo sobre as nossas cabeças. Helena Figueiredo
Foto retirada da net








1 comentários:
Ora nem mais. Gostei
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