domingo, 15 de janeiro de 2012

SERENIDADE















Chovem melodias,
terços murmurados,
massagem perfeita no músculo dorido.
Persigo o infinito, para alcançar a porta principal,
as pérgulas abertas exalando perfume.
Súbita matilha, incendeia a resina dos pinhais,
alargam sombras da clareira dos gritos,
e num vendaval de espasmos e sémen,
o céu entontecido, possui a terra.
Nem por um instante, a lembrança do guarda - chuva cobalto,
onde o sono, tinha medo dos trovões.
A alma, valseja Strauss ,
e entre remendos de memória,
baixa aos ombros, ornada de paz.


Helena Figueiredo 2010


Este poema encontra-se publicado emhttp://triplov.com/blog/2010/01/06/serenidade/
Imagem retirada da net

1 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

com mesclas de sensualismo escondido um belissimo poema.

bom ano!

beij